era assim

era eu naquele quarto com mais alguém que eu sabia que nao conhecia. e de manhã tinha aqueles encontros com os outros. aqueles outros que partilhavam dos meus delírios só que deles. que sabiam que moravam, mesmo que por alguns poucos ou muitos dias, naquele lugar de ninguém. ninguém que te interessa. por vezes muito interessantes o que os levara até aquele lugar de todos. todos loucos e absolutamente normais em seus delírios. tao deles quanto meus. até que tudo começou a fazer sentido demais. até que o que já tivera sentido passou a nao mais ter. até que até você nessa sua inércia começou a me amar profundamente como se já me amasse desde que estivemos juntos pelo acaso de você me ligar chorando dizendo que tava muito mal porque tinha sido demitido e tudo o mais de chato e infeliz que sua vida tinha aprontado contigo. até que eu fui lá e entrei no seu delírio e me afundei em loucura. até que eu acordei nesse lugar de ninguém que te interessa que nao eu. será mesmo?

nao seria outro delírio?

era sim. nao. nao era assim.

era outra coisa.

as palavras. elas fogem. junto contigo.

volta.

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