a prolixa simplicidade

tao simples na sua complicaçao. difícil por fácil assim ser. e, de repente, tao ela. tao complicada e simples que ninguém se preocupava em entender por completo o que de fato estava deixando tudo tao complexo. talvez fosse excesso de simplicidade. ou entao era tudo complicado demais pra parecer tao simples daquele jeito.

até que tudo passou a fazer muito sentido. aquela boca roxa de dia, rosa de noite. verde de tarde. ardia a língua. a forma como falava mostrava que aquilo tudo era veneno. só havia veneno saindo da sua boca que mexia tanto que ardiam em chamas. mas tudo isso, claro, era alucinaçao dos outros. a garota, na realidade, era tao calada que o silêncio ensurdecia quem por perto estivesse. só que parecia o contrário. aquela antiga mistura de som e fúria e silêncio e paz. daí que a menina desapareceu para dar lugar a uma mulher. jovem mulher.

e, mais do que de repente, na jovem mulher agora habitava também a aurora de sua vida. sua salvaçao da loucura a que estava fadada havia um bom tempo já.

sua paz finalmente reinou.

viva a aurora!

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